O tão esperado dia chegou. Após longa espera os Corinthianos vivem o dia de glória e redenção ao conquistar a primeira Taça Libertadores da história do clube paulista. Certamente este dia jamais será esquecido por seus torcedores: 04 de julho de 2012. O conhecido dia da independência americana agora também será um marco na história do futebol brasileiro fazendo com que os torcedores do time se libertem das famosas piadas e gozações por nunca terem conseguido tal título durante os anos em que a competição fora disputada. Finalmente Corinthians conquistou seu primeiro título continental em meio a muito nervosismo, garra, esperança, dedicação, empenho e apoio espetacular de uma torcida que acompanhou e sofreu com o time durante toda a competição.
Não bastasse chegar pela primeira vez em uma final de Libertadores, Corinthians ainda teve que enfrentar um dos maiores carrascos do futebol brasileiro nessa competição, Boca Juniors, que traz como amuleto o ídolo argentino mais odiado pelos brasileiros, Diego Maradona.
Em uma partida nervosa, com um estádio em sua máxima lotação seja por torcida, por imprensa, por curiosos, não importa, todos queriam estar ali para assistirem esse jogo que seria certamente o jogo mais esperado do ano no Brasil. E aqueles poucos que tiveram a rara chance de conseguir um ingresso, certamente foram abençoados com uma partida marcante não por terem os nomes mais conhecidos do futebol em campo, porque isso o Corinthians não tem, mas por ter um elenco dedicado, guerreiro que não desistiria dessa taça por nada nesta noite. Jogadores como Cássio, Paulinho, Ralf, Danilo, Romarinho, e principalmente Emerson Sheik, o nome do jogo de hoje, que conseguiu marcar os dois gols do título e deixar sua estampa nos livros comemorativos do time. E não poderia deixar de mencionar a maestria de Tite que conseguiu levar o time a conquistar tal marco. Por outro lado o habilidoso Riquelme e os argentinos jogando uma partida morna, irritando os adversários com atraso nas cobranças, demora nas substituições, tentando o empate como em 2000 contra o Palmeiras, mas dessa vez não conseguiram garantir o sétimo título para o time argentino, porque a noite já estava marcada para ser deles.
Enquanto os jogadores do Corinthians comemoravam os gols extravasando toda a alegria, emoção, sofrimento, insegurança, e alívio que sentiam no momento mais esperado do jogo, do outro lado do campo os argentinos jogavam mal e sentiram o peso de jogar uma partida final com um time que contava com um jogador adicional, a torcida fiel do Corinthians que se entregava ao jogo de corpo e alma com gritos, nervosismo, canções, alegria e muita ansiedade para saber como terminaria o placar ao final dos 90 minutos. E além de sua torcida, o time rival sabia do peso da relação de antipatia com los hermanos, afinal o time alvinegro paulista deveria ser a representação do Brasil na disputa, mas em meio a tantas trocas de farpas entre as torcidas paulistas e até mesmos de torcidas de fora de São Paulo, principalmente nas redes sociais, o Corinthians tinha mais um peso de rival do Brasil que o próprio time argentino. No entanto os chamados “antis” terão que engolir a seco o título do Corinthians com uma excelente campanha e invencibilidade de poucos e começar a pensar na próxima piada porque agora sim os que nunca seriam, agora SÃO campeões da Libertadores da América.
