Quando surgiu o alviverde imponente no gramado em que a luta
o aguardava, já sabiam bem o que vinha pela frente que a dureza do prélio não
tardaria. Esse hino palmeirense não poderia ser melhor aplicado a uma partida tal
como a de ontem. O gigante conquistador de títulos nacionais e internacionais que
estava dormente há 12 anos entrou em campo sabendo que mesmo com importante
vantagem o jogo não seria fácil. Eles estavam sem seu atacante Barcos, sem o
polêmico Valdívia, sem o guerreiro Luan e ainda tinha Henrique febril em pleno Inferno Verde
preparado para que o dormente continuasse hibernando por mais um tempo, mas não
foi bem que aconteceu. No final o efeito do Inferno Verde virou contra o
próprio feiticeiro, neste caso, próprio anfitrião, que mais um ano viu a taça
partindo de casa para o visitante.
Todos esperavam por um jogo recheado de gols, principalmente
do time paranaense que precisaria de gols para conquistar a taça, mas mesmo com
maior posse de bola Coritiba se deixou ser desarmado por 57 vezes pelo
alviverde paulista, e um dos grandes responsáveis por esse número foi o volante
Henrique, que mostrou que suas origens no próprio Coritiba como volante no
início de sua carreira ajudaram o ex-zagueiro a roubar a cena contra seu antigo
time. E como tão cantado pelos seus torcedores: Defesa que ninguém passa! Foi
nessa defesa que o Coxa parou diante do Palmeiras.
E era visível que Palmeiras não estaria disposto a deixar
esse título escapar, não perderiam ontem, não perderiam contra o Coritiba (que rendeu ao Palmeiras
uma de suas maiores humilhações no ano passado vencendo o time paulista por 6 x
0), não perderiam com o Felipão de técnico e não perderiam com a maior arma do time em campo: Marcos
Assunção. E foi através dele que Betinho marcou o gol do título e garantiu ao
Palmeiras o despertar de um pesadelo para um novo sonho, o sonho de ser campeão
invicto da Copa Kia do Brasil 2012, o sonho de disputar mais uma Taça Libertadores
da América e o sonho de ser o maior vencedor de competições nacionais do
futebol brasileiro.
Enfim aquele grito da torcida que canta e vibra do Palestra
finalmente foi ouvida nas ruas, nos bares, através da queima de fogos, e claro
na voz de Felipão e seus jogadores que após duras críticas durante um longo
período pôde ser extravasada para todos ouvirem o seu alívio e sua sensação de
dever cumprido calando a boca de críticos e dos times adversários.

